sábado, 27 de julho de 2013


A ASCENSÃO DE CRISTO E A PROMESSA DE SUA VINDA
Texto Base: Atos 1:4-11

“[...] Varões galileus, por que estais olhando para o Céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no Céu, há de vir assim como para o Céu o vistes ir”(At 1:11).

INTRODUÇÃO

A Ascensão visível de Cristo ao Céu é um fato, e é evidência de sua volta no futuro (At 1:10,11). No Evangelho segundo escreveu Lucas é descrito esse fato da seguinte forma: "Então, os levou para Betânia e, erguendo as mãos, os abençoou. Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles, sendo elevado para o Céu" (Lc 24:50-51 ARA). O Livro de Atos o descreve da seguinte forma: “Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos. E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles e lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir" (Atos 1:9-11 ARA). Aqui, o elemento novo é a afirmação sobre a volta visível de Jesus em glória. Portanto, a Ascensão de Jesus Cristo é a Sua grande coroação como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Isso significa júbilo para toda a cristandade.
Podemos afirmar ainda que a Ascensão de Cristo é o término de sua missão vicária e de sua presença visível na terra. Se o dia da sua crucificação fosse a Palavra final, estaríamos perdidos e nos restaria a confissão de desespero dos discípulos de Emaús: "Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel" (Lc 24:21 ARA); seria o triunfo da lei, da condenação, de Satanás e do Inferno. Todavia, Cristo triunfou sobre os poderes das trevas, sobre o pecado, a morte e Satanás. Agora, a cristandade pode confessar alegre e vitoriosamente: "Creio na ressurreição da carne, na vinda do Senhor Jesus Cristo e na vida eterna", pois a ascensão de Cristo é a aprovação e a confirmação divina de toda a obra redentora de Cristo, e sua coroação como Rei dos reis e Senhor dos senhores, como Redentor e Juiz de vivos e de mortos. Glórias sejam dadas ao Senhor Jesus Cristo!

I. A HISTORICIDADE DA ASCENSÃO DE CRISTO

Hoje, muitas pessoas, até mesmo dentro de algumas igrejas locais, negam a historicidade da ascensão de Cristo. Dizem que a crença numa ascensão literal seria compreensível nos dias de Lucas, quando as pessoas criam que o céu ficava “lá em cima”, de modo que Jesus precisava ser “elevado” a fim de chegar lá. Mas aquilo foi numa era pré-científica; hoje há uma cosmologia completamente diferente.
Harnack chegou a afirmar que “o relato da ascensão é inútil para o historiador”(Harnack, Acts, p. 241). Até mesmo Willian Neil, que normalmente é bastante conservador em suas conclusões, fala aos seus leitores (sem argumentação) que Lucas, ciente de que “muitas vezes a verdade teológica pode ser mais bem transmitida através de retratos falados imaginativos” não deve ser interpretado literalmente. “Seria um grave equívoco em relação à mente e ao propósito de Lucas ver o seu relato da ascensão de Cristo como se não fosse simbólico ou poético”.
Todavia, diversas razões plausíveis podem ser apresentadas para justificar a rejeição dessa tentativa de não aceitar a ascensão como um fato real e histórico.

Em primeiro lugar, os milagres não precisam de precedentes para autenticá-los. O argumento clássico dos deístas do século XVIII era que podemos acreditar em acontecimentos estranhos, fora da nossa experiência, apenas se pudermos produzir algo análogo dentro da nossa própria experiência. Esse “princípio da analogia”, se correto, seria suficiente para invalidar muitos dos milagres bíblicos, pois não temos nenhuma experiência de alguém andando nas águas, multiplicando pães e peixes, ressuscitando pessoas ou ascendendo ao céu. Uma ascensão, em especial, negaria a lei da gravidade que, em nossa experiência, funciona sempre e em todo lugar.O princípio da analogia, porém, não é relevante para a ressurreição e a ascensão, pois ambos os acontecimentos foram sui generis. Não estamos alegando que pessoas ressuscitam e ascendem ao céu frequentemente(ou mesmo ocasionalmente), mas apenas que ambos os eventos aconteceram uma vez. O fato de sermos incapazes de produzir analogias, antes ou depois, confirma sua veracidade ao invés de negá-la.

Em segundo lugar, a ascensão é um fato aceito em todo o Novo Testamento. [Além de Lucas, que trata da Ascensão de Jesus como maior clarividência] João registra o Jesus ressurreto recomendando a Maria Madalena que não o detivesse, pois ainda não subira para o Pai. Pedro, em seu sermão no dia de Pentecostes, diz que Jesus foi “exaltado à destra de Deus” e trata esse fato como sendo algo diferente de sua ressurreição e consequência dela(At 2:31ss.), e ele confirma isso em sua primeira carta. Paulo frequentemente fala da exaltação de Jesus ao lugar de suprema honra e poder, e a distingue de sua ressurreição. E na Epístola aos Hebreus, a ressurreição e o reinado de Jesus não são confundidos.

Em terceiro lugar, Lucas conta a história da ascensão com simplicidade e sobriedade. Não existe toda aquela extravagância associada aos evangelhos apócrifos. Não encontramos aqueles exageros tão comuns nas lendas. Não há evidencia de poesia ou simbolismo. Até mesmo Haenchen admite esse fato: “a história não é sentimental, é quase excepcional em austeridade”. O relato é redigido como se fosse história, como se Lucas pretendesse que o aceitássemos como parte real da história.

Em quarto lugar, Lucas enfatiza a presença de testemunhas oculares e repetidamente se refere ao que eles viram com seus próprios olhos: “foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos. E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia... Os dois anjos, então, lhes disseram: por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus... assim virá do modo como o vistes subir”(At 1:9-11). Neste relato extremamente curto, por cinco vezes é enfatizado que a ascensão foi um acontecimento visível. Lucas não escreveu essas frases à toa. Ele tem muito a dizer em seus registros sobre a importância da confirmação do evangelho pelo testemunho dos apóstolos. E aqui ele inclui a ascensão de Jesus entre as verdades históricas que as testemunhas oculares podiam certificar(e certificaram). De fato, quando Judas é substituído, Pedro faz do batismo de João e da ascensão de Jesus o início e o fim do ministério público acerca do qual os apóstolos precisam testemunhar(Atos 1:22).

Em quinto lugar, não existe uma explicação alternativa para justificar o fim das aparições após a ressurreição e o fato de Jesus ter desaparecido da terra. O que, então, aconteceu a ele e por que ele deixou de aparecer? Qual foi a origem da tradição de que as suas aparições duraram quarenta dias exatos? Em vista da falta de outras respostas a essas perguntas, damos preferências à explicação para a qual há evidencias, ou seja, o período de quarenta dias começou com a ressurreição e terminou com a ascensão.

Em sexto lugar, a ascensão histórica e visível tinha um propósito inteligível. Jesus não precisava fazer uma viagem pelo espaço, e é tolice da parte de alguns críticos ridicularizarem sua ascensão, apresentando-o como o primeiro cosmonauta. Não, na transição de seu estado terreno para o celestial, Jesus poderia, perfeitamente, sumir como em outras ocasiões, voltando para o Pai secretamente, de forma invisível. A razão para uma ascensão pública e visível certamente é que ele desejava que os discípulos soubessem que ele estava partindo de vez. Ele passou aqueles quarenta dias, aparecendo, desaparecendo e reaparecendo. Mas esse período havia terminado. Dessa vez, sua partida era definitiva. Portanto, eles não deviam aguardar uma outra aparição. Pelo contrário, deveriam esperar outra pessoa, o Espírito Santo(At 1:4). Pois o Espírito viria somente após a partida de Jesus, e então os discípulos estariam aptos a dar inicio à missão no poder que receberiam dele.

De qualquer modo, a forma como partiu (uma ascensão visível) atingiu o efeito planejado. Os apóstolos voltaram para Jerusalém e esperaram pelo Espírito Santo [1]. “E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém”(Lc 24:52).

II. A TEOLOGICIDADE DA ASCENSÃO DE CRISTO

A Ascensão é o evento pelo qual Cristo cumpriu o seu ministério terreno, concluiu suas aparições pós-ressurreição, deixou a Terra, e subiu para o Céu, de onde aguardamos o seu retorno, conforme nos garante a Palavra de Deus.

Logo no princípio do livro de Atos são descritos três fatos muito importantes: Jesus, ressuscitado, aparece aos discípulos por 40 dias(At 1:3); deixa as últimas instruções de prosseguimento de sua obra(At 1:2-8); é elevado aos Céus(At 1:9-11). À semelhança do que ocorrera no Monte da Transfiguração, seu corpo foi elevado aos Céus já revestido de glória, poder e celestialidade. Quando da sua segunda vinda, teremos um corpo semelhante ao dele (1Co 15:50-58; 1João 3:2). É a mais sublime promessa para toda a cristandade.

O Antigo Testamento contém várias histórias de, e referências a, “ascensão” que podem prefigurar a ascensão de Jesus. A maioria das referências enfatiza que a ascensão é um ato divino feito somente pelo poder de Deus e não para ser pensado como possível pela simples humanidade (Dt 30:11-12; Pv 30:4). Narrativas simples como a do anjo do Senhor que subiu na chama do altar, enquanto Manoá e sua esposa olhavam (Jz 13: 20), e particularmente de Elias subindo ao céu num redemoinho (2Rs 2:11-12), embora não relacionadas diretamente no Novo Testamento com a ascensão de Jesus, são corretamente vistas como fundamental para a compreensão do Novo Testamento de que Jesus fisicamente desceu do céu e voltou para lá. [2].

No Novo Testamento, referências claras para a ascensão de Cristo são encontradas espalhadas por todo o seu conteúdo, de modo que não se pode afirmar que apenas Lucas acreditava no que aconteceu. As passagens mais importantes são, naturalmente, nos escritos de Lucas 24:51 e At 1:1-11. As referências Joaninas (João 3:13, 6:62, 14:3-4, 16:5-7; 20:17), quando tomadas como um todo, ensinam claramente, assim como em Hebreus 4:14; 6:20 e 1Pe 3:21-22.

Em fim, todos autores do Novo Testamento dão testemunho relativamente uniforme para uma ressurreição corporal de Cristo, concordando com Lucas, que depois de quarenta dias de aparições aos seus discípulos, pós-ressurreição, Jesus experimentou uma ascensão, literal e física, para o céu, como as primícias da ressurreição final, prevista para todos nós, no dia da sua segunda vinda (cf. 1Co 15:20-28; 1Tes 4:13-18).
Portanto, sejam quais forem as conclusões teológicas que são feitas pelos autores do Novo Testamento sobre a ascensão de Cristo, elas são feitas no contexto de uma crença em um evento histórico. [3]

Teologicamente, a Ascensão de Cristo acha-se ligada a três importantes doutrinas: a ressurreição; a paracletologia e a escatologia.

1. Quanto à ressurreição. A ressurreição de Cristo foi (e é) a suprema e majestosa História dos Evangelhos e da humanidade. A missão plena do Cordeiro de Deus – através de seu nascimento, vida, morte e ressurreição – foi fazer a vontade divina e solucionar a necessidade humana a partir da salvação. Tudo isso foi possível porque Deus amou o mundo! [4].
É importante observar que Jesus ressuscitou enquanto homem e, portanto, foi o Deus Pai quem O ressuscitou (At 2:32; 3:15; 4:10; 10:40; 13:30,37; Rm 4:24; 1Co 6:14; 15:15;1Pe 1:21). Com a ressurreição, Jesus foi exaltado sobre todo o nome (Fp 2:9), passando, então, a ser chamado de Nosso Senhor (Rm 1:4), tendo todo o poder no céu e na terra (Mt 28:18).
Testemunho Bíblico sobre a Ressurreição de Jesus - “Muitas e Infalíveis Provas”(At 1:3). A ressurreição é a prova cabal da aceitação do sacrifício de Jesus e da vitória sobre o pecado e a morte, com a consequente salvação da humanidade pela fé em Jesus. Não é outro o motivo pelo qual a ressurreição foi cercada de “muitas e infalíveis provas”, a fim de que não houvesse como negá-la justificadamente.
Algumas pessoas, individualmente e coletivamente, viram a Jesus: a) Maria Madalena – no túmulo (João 20:11-18); b) Várias mulheres – próximas ao túmulo (Mt 28:9,10); c) dois discípulos – no caminho de Emaús (Lc 24:13-32); d) Pedro – em localização indefinida(Lc 24:33-35); e) aos dez discípulos – no salão superior (Lc 24:36-43); f) aos onze discípulos – no salão superior (João 20:26-31); g) a sete homens – no Mar da Galiléia (João 21:1-25); h) aos onze discípulos – no monte (Mt 28:16-20), e talvez, nesse mesmo lugar, aos 500 irmãos de 1Co 15:6; i) aos discípulos – próximo a Betânia (At 1:9-12).

A Ressurreição de Cristo é a principal garantia de que devemos aguardá-lo, pois, assim como Ele ressuscitou, como havia prometido, Ele também voltará para arrebatar a sua Igreja e nos livrar da ira futura (1Co 15:51-57; 1Ts 1:10).

2. Quanto à paracletologia. “E, agora, vou para Aquele que me enviou... digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo” (João 16:5a,7-8). Era necessário que o Espírito Santo viesse e enchesse os discípulos de Jesus, a fim de que eles prosseguissem com a obra do Senhor - “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”(At 1:8).
Portanto, Jesus avisara a seus discípulos sobre o seu retorno aos céus, mas deixou claro que eles não estariam sozinhos, nem que agiriam sem o respaldo divino. Disse também que o Consolador haveria de ser o responsável por convencer a humanidade da veracidade do Evangelho. De que forma isso aconteceria? Com o Espírito Santo agindo na vida de cada um dos discípulos.
Passaram-se apenas dez dias do retorno do Senhor ao Céu, e Deus cumpriu a promessa feita do derramamento do Espírito Santo sobre seus servos. Esse evento aconteceu cinquenta dias após a ressurreição do Senhor. No dia de Pentecostes, o quinquagésimo dia depois da Páscoa, Deus visitou seus servos e os encheu com seu Espírito Santo(Atos 2:1-4). [5]

3. Quanto à escatologia. A ascensão de Cristo foi sucedida por uma declaração escatológica. Mais que simplesmente ver seu Senhor e Mestre retornar aos Céus, os discípulos ouviram dos anjos a promessa que nós hoje aguardamos: “E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco,os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir”(At 1:10,11). A volta de Jesus Cristo é uma promessa viva, por se cumprir, que todo cristão deve ansiar, pois por ocasião de seu cumprimento, como diz Paulo, “... estaremos sempre com o Senhor”(1Ts 4:17c). [6]

III. A ASCENSÃO DE CRISTO EM NOSSA DEVOÇÃO

Vimos o efeito da ascensão visível sobre os apóstolos; mas o que ela tem a nos oferecer? Em primeiro 

lugar, a esperança de que Jesus voltará - “Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao Céu, assim virá do modo como o vistes ir”(At 1:11b). Esta volta de Cristo, conhecida como “parúsia” (“revelação de Cristo em glória”, “volta triunfal de Cristo”, “vinda de Jesus em glória”), será plenamente visível a todos os povos e nações e estava predita desde o início dos tempos, pois Enoque, o sétimo depois de Adão, já se referia a este episódio (Jd 14,15). É o fato que marca o início da vitória do bem sobre o mal.

Em segundo lugar, a ascensão de Cristo nos enche de compaixão pelas almas perdidas. Até que Jesus volte devemos ser suas testemunhas, pois isso é o seu mandato, desde a sua ascensão. Conforme disse John Stott, não seria normal os discípulos ficarem a olhar para o céu, quando tinham sido comissionado para irem até aos confins da terra(At 1:8). A Terra, e não o céu, deveria ser o centro da preocupação deles. Eles tinham sido chamados para serem testemunhas, não vasculhadores do céu. A visão que eles deveriam cultivar não era a vertical, de nostalgia do céu onde Jesus foi recebido, mas, sim, a horizontal, de compaixão pelo mundo perdido que precisava dele. O mesmo vale para nós.

Precisamos lembrar especialmente que entre a Ascensão e a Parúsia(o desaparecimento e o reaparecimento de Jesus), alonga-se um período de duração indeterminado que deve ser preenchido pelo testemunho da igreja, que deve alcançar o mundo inteiro no poder do Espírito Santo. Precisamos dar ouvidos à mensagem dos anjos: “Vocês o viram partir. Vocês o verão voltar. Mas entre essa ida e vinda é necessário que haja outra. O Espírito Santo precisa vir, e vocês precisam ir – para o mundo, por Cristo”.[7]

Em terceiro lugar, a Ascensão de Cristo nos enche de plena confiança da vida eterna, pois Cristo, tendo sido semelhante a nós, assentou-se à destra de Deus(Mc 16:19) e intercede por nós como o Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque(Sl 10:4). O fato de Jesus está à destra de Deus Pai nos confirma sua autoridade como Deus, sua coroação como Rei e que sua obra na Terra foi concluída.

Em quarto lugar, consola-nos saber que à destra de Deus temos um advogado que está pleiteando a nosso favor. João diz: “Meus filhinhos [...] se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo”(1João 2:1). Para as pessoas que estão se sentindo culpadas e condenadas, o apóstolo João nos mostra o restabelecimento da certeza. Elas sabem que pecaram, e Satanás (chamado de acusador em Ap 12:10) está exigindo a pena de morte. Quando você se sentir assim, não desista da esperança – o melhor Advogado de defesa do universo está pleiteando a seu favor.
Jesus Cristo, nosso Advogado, nosso Defensor, é o Filho do Justo Juiz. Ele já sofreu a penalidade em nosso lugar. Nós não podemos ser julgados por um processo que está terminado (vide Cl 2:14). Unido a Cristo, estamos tão seguro quanto Ele. Não tenhamos medo de pedir a Cristo para pleitear a nossa causa – Ele já a venceu (ver Rm 8:33,34; Hb 7:24,25).[8]
Agora não somos mais réus, mas filhos. Deus não é mais o nosso Juiz, mas Pai. Nós, que cremos em Cristo, não entramos mais em juízo, mas passamos da morte para a vida(João 5:24). Uma vez justificados, entramos na família de Deus. Se pecarmos, não precisaremos de uma nova justificação do Juiz divino, mas do perdão do Pai. Jesus Cristo está assentado à destra do Pai(Cl 3:1). Glórias sejam dadas a Ele!

CONCLUSÃO

A Ascensão de Jesus é uma preparação e antecipação da glorificação também de cada cristão que o segue fielmente. Significa que o cristão deve viver com os pés na Terra, mas com o coração no Céu, a nossa pátria definitiva e verdadeira, como o apóstolo Paulo lembrou aos filipenses: “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas”(Fp 3:20,21). Portanto, o cristão vive neste mundo sem ser do mundo, caminha entre as coisas que passa abraçando somente as que não passa. Jesus breve vem!

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